Deficiência de Testosterona e queda de performance


Sabemos que o exercício físico intenso promove aumento dos nossos hormônios anabólicos ( hormônio do crescimento e testosterona) naturalmente. Em homens abaixo de 45 anos a produção de testosterona ainda se mantém em níveis ótimos e pode ir decaindo conforme os anos vão passando.

É muito comum homens acima de 50 anos praticarem atividade física, como corrida e musculação, o que é excelente para a saúde no geral. Estes são mais felizes e sexualmente ativos, geralmente.

A testosterona é o principal hormônio masculino relacionado à força muscular, tônus muscular, manutenção da composição corporal e baixo nível de gordura. Conforme o homem envelhece, a produção de testosterona cai progressivamente, justificando o aumento de obesidade, perda muscular, fadiga, sintomas de depressão, perda de desempenho sexual e indisposição para prática de esportes. Esses sintomas fazem parte do DAEM( Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino).

Existe até um questionário que, tendo 3 respostas positivas ou os números 1 e 7 positivos, associados a medida de testosterona baixa no sangue, fecham o diagnóstico:

1- Você perdeu desejo sexual?

2- Você sente falta de energia?

3- Você notou diminuição da sua força física ou resistência?

4- Você notou que a sua altura vem diminuindo?

5- Você notou que vem perdendo a alegria de viver?

6- Você tem estado triste ou angustiado?

7- Suas ereções estão menos rígidas?

8- Você notou que recentemente vem piorando a sua capacidade de praticar esportes?

9- Você tem adormecido logo após o jantar?

10- Sua capacidade para trabalhar tem piorado recentemente?

Mas o que isso tem a ver com a medicina esportiva afinal? É simples. A queda do desempenho esportivo em pacientes acima de 45 anos pode estar associada à deficiência de testosterona.

A reposição de testosterona em níveis fisiológicos pode ser indicada nestes casos, melhorando a composição corporal, humor, desempenho sexual, perfil de colesterol, diminuindo o risco cardiovascular. Ela NÃO aumenta o risco de câncer de próstata em pacientes saudáveis, não sendo indicada em pessoas com câncer de próstata em atividade.

Faça sempre seu check-up e, em casos de sintomas acima, procure seu médico para orientações.

Dr Luiz Tintori é médico do esporte pela SBMEE




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